A CBF já trabalha o planejamento das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 sob a determinação de disputar o torneio em apenas duas cidades. A regra deverá ser confirmada na próxima semana, quando, além da reunião do Comitê Executivo da Fifa, em Zurique, haverá o sorteio das Eliminatórias em São Petesburgo, na Rússia, palco do próximo Mundial.
Caso se confirme a obrigatoriedade de escolher duas cidades, a CBF deverá optar pelo Rio de Janeiro (na foto o estádio do Maracanã antes da final da Copa das Confederações de 2013), onde fica sua sede, e alguma capital do Nordeste: Recife, Fortaleza e Salvador, que têm estádios novos e receberam a última Copa do Mundo, são favoritas.
A alta cúpula da CBF tem sido alvo de um intenso lobby das federações estaduais por jogos das Eliminatórias. São Paulo, berço político do presidente Marco Polo Del Nero e da maior parte dos principais dirigentes atuais da entidade, não deverá receber partidas. A avaliação não é nenhuma novidade: o apoio da torcida na capital paulista não é dos mais entusiasmados. E a CBF prevê muitas dificuldades para conseguir vaga na Copa-2018. Não se poderá abrir mão de um público mais "quente".
Na última edição das Eliminatórias da qual participou, para o Mundial de 2010, a seleção brasileira atuou em sete capitais: Rio de Janeiro (três jogos), São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e Campo Grande.
Se por um lado a restrição causa insatisfações internas, a CBF comemora outra determinação: a de que os jogos das Eliminatórias só poderão ser disputados a uma distância de no máximo 100 quilômetros de aeroportos. Isso evita viagens terrestres desgastantes em países como Bolívia e Venezuela, por exemplo.
Se a decisão for confirmada na semana que vem, não terá a presença de Marco Polo Del Nero. A não ser que mude sua programação, o presidente da CBF não irá nem a Zurique nem a São Petesburgo. Assim como não foi ao Chile durante a Copa América.
Fonte: Globoesporte

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