Num jogo com duas lesões e uma expulsão, o Corinthians não escondeu que sentiu a falta da figura de Tite no banco de reservas. O auxiliar Fábio Carille mal pôde dar um pouco de sua cara ao time – Walter e Elias se machucaram durante a partida, e Yago levou cartão vermelho após pênalti cometido em Cícero, que resultou no único gol do jogo.
Mesmo assim, ainda não há motivos para desespero: o time manteve o padrão da era Tite, pelo menos no primeiro tempo, e ganhou nova opção no meio-campo.
O padrão tático foi o mesmo da era Tite, até porque foi ele quem comandou o último treino antes da partida desta quinta. A única mudança, sensível, foi a presença de Elias no meio-campo – fato que fez Bruno Henrique voltar à função de primeiro volante. Com o 4-2-3-1 mantido, entrosamento não foi problema para o Timão.
Guilherme teve liberdade para rodar entre a intermediária e o ataque. A marcação frouxa do Fluminense permitiu que ele desse ótimos passes para Marquinhos Gabriel e Luciano, que perderam suas chances no primeiro tempo. O volume de jogo se manteve: foram cinco finalizações em 45 minutos, contra três do Fluminense.
Na defesa, sem Felipe, o Corinthians correu poucos riscos. Importante notar que Yago e Balbuena praticamente não jogaram juntos em 2016, já que ambos disputavam vaga.
Por isso, é natural que posicionamentos e linhas de impedimento ainda não estejam 100%alinhados. Num descuido, Marcos Júnior e Richarlison apareceram livres à frente de Walter – os dois se trombaram e Marcos levou a pior, com um galo enorme na cabeça.
Sem a bola, porém, as duas linhas de quatro jogadores e Guilherme e Luciano mais avançados deram resultado. O Fluminense teve dificuldades na infiltração, e Gustavo Scarpa, principal nome do time carioca, pouco fez.
Fábio Carille não é tão intenso quanto Tite, mas passou o tempo todo à beira do gramado dando orientações pontuais. Sua ideia era mexer o mínimo possível na cabeça dos jogadores, já impactados o suficiente pela troca no comando técnico.

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